
A juventude quer viver
A violência, em suas variadas form
as, cada vez mais constitui grande
preocupação e desafio para toda a sociedade
-
notadamente nos centros
urbanos. No Brasil a realidade não é diferente. Em recente estudo no Consejo
Ciudadano para la Seguridad Pública y Justicia Penal no México, 14 cidades
brasileiras, entre as quais Maceió (AL) e Vitória (ES), foram indicadas entre as
50 mais violentas do mundo em 2011.
A juventude é a principal faixa da população sujeita a violência (especialmente
agressão e extermínio) na realidade urbana. Diariamente j
ovens são mortos em
todos os estados do país
-
em sua maioria jovens negros e pobres.
A mortalidade juvenil, inserida num modelo de produção e consumo que tende
a perpetuar as injustiças socioeconômicas, deve urgentemente ser encarada
com a garantia dos d
ireitos básicos à juventude, somada às politicas de
enfrentamento da violência.
As pastorais da juventude, comprometidas com a defesa da vida dos jovens,
realizam desde 2009, juntamente com outras organizações, a Campanha
Nacional contra a Violência e o E
xtermínio de Jovens. A ação busca levar para
a sociedade o debate sobre as diversas formas de violência contra a juventude,
especialmente o extermínio, bem como pressionar o poder público para que
essa realidade de morte seja enfrentada.
Diante de tanta v
iolência que vemos e vivemos no mundo juvenil, preocupados
e desejosos de vida plena, é
essencial
trazer para os debates públicos e nas
diferentes esferas da sociedade a perversa realidade de morte que ameaça a
juventude. Nosso eco profético deve ter como
horizonte a presença de
dignidade para todos os jovens: a juventude não quer sobrar, muito menos
morrer, a juventude quer viver.
Por; Leir Botelho
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